Por que tantas obras ultrapassam o orçamento previsto?
Estatísticas da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) apontam que mais de 60% das obras privadas e públicas no país sofrem estouro orçamentário. Veja os 10 erros principais e como evitá-los:
- Ignorar Custos Indiretos e Administração Local: Esquecer de orçar o custo mensal do engenheiro, cópias de projeto, EPIs e alimentação da equipe.
- Confundir Custo com Preço de Venda: Vender a obra aplicando apenas uma margem arbitrária sobre o custo direto, esquecendo impostos sobre faturamento e despesas financeiras.
- Não Realizar Sondagem de Solo (SPT): Tentar economizar na sondagem inicial resulta frequentemente em custos extras imprevistos em sapatas profundas ou estacas de grande diâmetro.
- Desconsiderar o Índice de Quebra e Perdas: Calcular pisos e azulejos pela área líquida exata, sem margem de 10% a 15% para recortes e quebras.
- Falta de Atualização das Tabelas SINAPI: Usar bases defasadas em meses com alta de insumos voláteis como aço, cimento e tintas.
- Contratar Apenas por Preço Unitário Baixo: Mão de obra desqualificada gera retrabalho, desperdício de material e atraso no cronograma físico.
- Modificações de Projeto com a Obra em Andamento: Alterações feitas pelo cliente no canteiro sem aditivo contratual e sem revisão de custo.
- Não Elaborar a Curva ABC de Insumos: Gastar semanas negociando parafusos e esquecer de fechar preços e prazos de entrega do aço e concreto.
- Falta de Provisão para Chuvas e Clima: Projetar produtividade idêntica para estações secas e épocas de alta precipitação.
- Ausência de Controle Semanal de Custos Reais: Descobrir que a obra estourou o caixa apenas no momento em que o dinheiro da conta bancária acaba.